Se em 2022 der Bolsonaro e Lula, os dois se tornam candidatos a fenômeno

    Os dois já são casos únicos na história do Brasil

    Fotos: Divulgação/edição bahia.ba
    Fotos: Divulgação/edição bahia.ba

     

    Pergunta Eliseu Reis, leitor de Salvador, da Ribeira: o que seria uma disputa em 2022 com Bolsonaro e Lula no jogo?

    Com certeza absoluta, tirante o festival de baixarias que fatalmente vai desabar sobre a campanha e a conta que o povo vai pagar, os dois já são casos únicos na história do Brasil. E se um deles vencer, vira fenômeno.

    Veja você o Lula. O 521º aniversário do Brasil está pertinho, é dia 21 de abril. Desde que Cabral pôs os pés aqui até 2004, o único presidente emergente da ralé foi ele. E muito por isso, também o único a ser preso acusado de corrrupção. Seria ele o único ladrão da história? Claro que não. Voltar ao poder? A suprema glória.

    Terceira via

    Na outra banda, Bolsonaro é o único que ganhou sem partido, sem aliados, turbinado por uma facada a 30 dias da eleição quando ele tinha apenas 21%, o que o deixou na reta de chegada ganhando 100% da mídia, 24 horas por dia por motivo justo, sem abrir a boca.

    Estamos a um ano e meio das eleições. E se com todos os desacertos (e desatinos) Bolsonaro ainda ganhar, seria algo espetaculoso, a ojeriza a Lula maior do que o festival de equívocos, a começar pelo chute em grande parte dos apoiadores (Sérgio Moro incluso), e culminar com o deboche ante a pandemia que já matou mais de 300 mil pessoas.

    O cenário com duas figuras carimbadas abre espaço para a terceira via. Pesquisas mostram que a maioria não quer nem um nem outro.