CNM pede que Bolsonaro enfrente pandemia e não transfira responsabilidade

    Para a Confederação Nacional dos Prefeitos, trabalho tem que ser feito de forma 'harmônica e colaborativa'

    Foto: Carolina Antunes/PR

    A Confederação Nacional de Municípios divulgou, nesta terça-feira (23), uma carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pediu que ele “assuma de uma vez por todas o papel constitucional de coordenação nacional no enfrentamento da Covid19 no país”, alinhe as esferas de governo e de poder e pare de transferir a responsabilidade da pandemia.

    No documento, assinado pelo presidente da entidade, Glademir Aroldi, é dito também que o momento é de “focar no presente, produzir resposta efetiva, colocar a evidência científica como norte e despolitizar a pandemia, superando divergências e priorizando a defesa da vida para estancar as milhares de mortes e aplacar o sofrimento das famílias brasileiras”.

    “Agora, na pior fase da pandemia, com resultados trágicos cuja dimensão social e econômica ainda é incalculável, o movimento municipalista reitera que a soma de esforços representa o único e inadiável caminho, no qual o papel de coordenação da União faz-se indispensável”, afirmou.

    “Dessa forma, o presidente da República deve estar pessoalmente empenhado na execução de campanha de comunicação em prol da eficácia e da segurança das vacinas, além da defesa das medidas não farmacológicas, como o distanciamento social, o uso de máscaras e álcool gel, que vêm sendo adotadas em todo o país por Estados e Municípios. Faz-se urgente também a implementação de medidas pela União nas atividades de âmbito nacional, dando maior efetividade às ações dos demais Entes federados”, continuou.

    Para a CNM, as autoridades públicas de todos os Poderes, da União, dos Estados e dos Municípios devem, junto à sociedade, trabalhar de forma “harmônica e colaborativa”. “Urgem ações emergenciais para o fomento à produção e à importação de neurobloqueadores e oxigênio, além de uma operação logística nacional para o monitoramento e o remanejamento desses insumos no território”, pontuou.

    “Uma nação não pode aceitar cidadãos morrendo sufocados ou tendo que suportar dores indescritíveis decorrentes de intubação sem anestesia. O Brasil está em guerra contra o vírus e, na guerra, todos têm responsabilidades. A União precisa reorientar as plantas produtivas à disposição no país e, mais do que nunca, mobilizar a diplomacia internacional a fim de garantir as condições necessárias, para responder a esta batalha”, frisou.