De repente, surge uma vontade incontrolável de fazer xixi e surge a necessidade de sair correndo para o banheiro. Um acontecimento chato que pode ocorrer após ou durante um período razoavelmente longo em que fazer o chamado “número 2” se tornou uma tarefa sofrida e dolorosa.
Os últimos estudos médicos têm apontado para a relação entre esses dois problemas na vida das mulheres, principalmente aquelas com idades mais avançadas. Em termos científicos, é a associação entre a constipação funcional (CF) e a bexiga hiperativa (BH).
Pesquisa realizada em Salvador pelos médicos Ubirajara Barroso, Glícia Estevam e outros pesquisadores mostrou que, em um universo de 516 mulheres (entre 29 e 41 anos) analisadas em Salvador, 176 (34,1%) apresentaram a Constipação Funcional – ou seja, relataram dificuldades frequentes em defecar, fezes duras ou evacuação incompleta, com sensação de reto não totalmente vazio. Em 15,3% do total (79 pessoas) foi encontrada a BH, mulheres que relataram terem, no mês anterior à entrevista, acordado pelo menos duas vezes durante a noite (noctúria) e feito xixi mais de nove vezes por dia. “Quanto aos sintomas urinários presentes no questionário, a urgência e a noctúria foram os sintomas mais prevalentes e apresentaram associação significativa com constipação funcional. Observamos que manobras manuais para eliminação de fezes, critério representativo de evacuação obstruída, estava associada à bexiga hiperativa” afirmam os especialistas em artigo sobre o resultado da pesquisa.
A BH pode ser molhada, quando há incontinência urinária, e seca, quando a urgência não vem acompanhada da incontinência. Segundo os médicos, os estudos têm apontado que o aparecimento da BH e seus subtipos podem variar de acordo com a faixa etária. As mulheres idosas seriam as mais propensas a presentar alterações estruturais da região pélvica, com maior associação da CF com BH molhada.
Eles explicam que “a associação entre constipação e disfunção do trato urinário inferior parece não decorrer apenas de fatores mecânicos locais, como a compressão da bexiga pelo segmento intestinal repleto de fezes e a consequente diminuição da sua capacidade, mas especialmente pela existência de conexões nervosas entre esses órgãos que poderia resultar numa sensibilização cruzada das estruturas que compõem a pelve”.
Conforme os médicos, a comprovação cada vez mais robusta da associação entre CF e BH aponta para a importância de um tratamento com uma visão mais completa do assoalho pélvico (definido com o conjunto de músculos e ligamentos de sustentação dos órgãos pélvicos como bexiga, útero, reto, intestino e todo conteúdo que fica na pelve, a parte baixa do abdômen). Para eles, é necessário identificar “quais os sintomas intestinais que mais frequentemente estão associados a esse distúrbio, principalmente em populações mais jovens”.
Clínica da Continência
É a 1ª Clínica de Continência dedicada exclusivamente para o atendimento multidisciplinar do tratamento de doenças que acometem o assoalho pélvico.
Equipe:
– Dra. Glícia Abreu
– Dr. Ubirajara Barroso
– Dr. Márcio Josbete
– Maria Luiza Veiga
Para agendamento de consultas e exames: 71 2108-4670/ 71 98172-7202 (WhatsApp).

