Para Skaf, saída do governo significa que PMDB votará unido

    Avaliação do presidente da Fiesp é de que a opção do partido pelo rompimento sinaliza que a legenda vai votar em bloco pelo impeachment

    O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e filiado ao PMDB, Paulo Skaf, afirmou nesta terça-feira (29) que a decisão do partido de romper com o governo significa que a legenda votará unida a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista à reportagem na saída da reunião da Executiva do PMDB, Skaf destacou que o impeachment é uma medida constitucional para situações como a que o país vive atualmente, quando o chefe de governo perde o controle do comando do país.

    O dirigente disse que era necessário que o partido fizesse esse gesto de mudar uma vez que, para ele, o país está à deriva. Na avaliação de Skaf, a decisão do PMDB foi um passo muito forte a favor do Brasil.

    “O impeachment é inevitável porque 80% da população quer o impeachment. Quando você tem a vontade de 80% do povo em torno de alguma coisa, a Câmara, que representa a vontade do povo, acompanhará essa vontade”, disse.