Curva de contágio do novo coronavírus faz Sindilojas ver black friday com cautela

    Paulo Motta afirmouao Bahia.ba que data vem se consolidando, mas protocolos e comportamento das vendas preocupam

    Foto: reprodução site do Sindilojas

    Sem uma previsão em termos de venda e faturamento, o segmento lojista vê próxima black friday – em 27 de novembro – com cautela. Presidente do Sindilojas, Paulo Motta explicou ao bahia.ba que a data vem se consolidando no Brasil, se caracterizando como um momento de antecipação de compras para o Natal, mas a curva de contágio do novo coronavírus preocupa.

    “Estamos cautelosos tende em vista o quadro epidemiológico”, frisa Motta, citando informações municipais quanto ao aumento de internações em UTI na rede privada. O temor do Sindilojas está relacionado não só ao quadro da pandemia, mas quanto a possíveis novos protocolos restringindo a atividade. O clima é de insegurança, frisou.

    Motta acredita em um bom desempenho nas vendas online, que não teve retração na demanda quando as lojas físicas foram reabertas. “Cresceu o hábito do consumidor no e-commerce”, disse.

    O comportamento do consumidor também não traz muito otimismo. “O comercio voltou (a funcionar), mas não houve explosão de vendas. Muito pelo contrário. Houve crescimento de custo”, destacou Motta. O dirigente frisa que quando há aumento de horário de atendimento não há uma correspondente melhoria na venda”.Segundo o presidente do Sindilojas, a despesa maior tem sido com pessoal.

    Neste ponto, o executivo critica a medida aprovada na quarta-feira (4), em sessão do Congresso Nacional, que manteve a desoneração previdenciária na folha de 17 setores econômicos. “Desonera para grandes empresas, mas não para micro, pequena e média empresa. As grandes lojas do varejo não foram desoneradas”, comentou.

    Fecomércio

    Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-BA), com a Black Friday o varejo deve crescer 0,7% em novembro, mas com desempenhos diferentes a depender do ramo. Eletro e eletrônicos vão crescer 16,5%, enquanto móveis e decorações terão ganhos 20,5% maiores.

    Mas o destaque do més deve ser o de material de construções, com expansão de 34,7% no comparativo anual. Segundo o economista da entidade, Guilherme Dietze, o setor de construção civil está especialmente aquecido. “Três em cada dez empregos gerados nos últimos meses são nesta área.”