Presidente do BC sugere elevar juros de teto de gastos ficar comprometido

    'qualquer forma criativa de gerar mais gasto corrente' comprometerá equilíbrio da trajetória da dívida, opinou Campos Neto

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira (5) que a autoridade monetária acompanha o cumprimento ou não do teto de gastos por parte do Tesouro Nacional. Para o executivo, qualquer gasto novo poderá representar o rompimento do teto e, neste caso, motivará a retirada da orientação futura do BC quanto à não elevação dos juros.

    Segundo Campos Neto, a dívida do Brasil está em um ponto “exige bastante cautela”. As declarações do presidente do BC buscaram esclarecer pontos da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) que manteve em 2% a taxa Selic.

    O presidente do BC disse que se o banco identificar “qualquer forma criativa de gerar mais gasto corrente” represente trajetória de piora da dívida, a autoridade monetária vai considerar que é um rompimento do equilíbrio. Mesmo que permita o cumprimento do teto.

    “O teto foi feito para manter a trajetória de dívida equilibrada. Se eu faço de uma forma que atende um e não atende o outro, entendemos que não é coerente”, concluiu Campos Neto. Com informações do G1 e da CNN Brasil.