Acordo entre Brasil e Astrazeneca tem restrições para vacina contra coronavírus

    Contrato foi assinado em julho, por 300 milhões de dólares

    Foto: Divulgação/ Universidade de Oxford

    O acordo assinado pelo governo brasileiro, por meio da Fiocruz, com o laboratório Astrazeneca para a produção da chamada “vacina da Universidade de Oxford” traz uma série de restrições. De acordo com a coluna de Jamil Chade, no UOL, caso a vacina não dê resultados, o dinheiro não será devolvido ao país e o laboratório poderá “decretar” o fim da pandemia em 1º de julho do próximo ano.

    A decisão irá refletir no preço do produto. O fornecimento de doses a preço de custo só será realizado enquanto a pandemia durar, com a alteração, os valores terão que ser renegociados. Além disso, a Fiocruz não terá autorização de revender a produção para outro país. A vacina só poderá atender o mercado brasileiro.

    O imunizante é apontado como um dos mais confiáveis no combate ao coronavírus e passa pela terceira fase de testes em humanos. O acordo assinado em julho custou 300 milhões de dólares e prevê 100 milhões de doses da vacina. Contudo, antes de ser aplicado na população do Brasil, o imunizante precisa ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).