Rio de Janeiro pode viver superlotação de UTI para pacientes com coronavírus

    Na segunda-feira (28), a cidade alcançou marca de 79% de ocupação dos leitos; há 10 dias, percentual chegou a 86%

    Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

    A cidade do Rio de Janeiro alcançou marca de 79% de ocupação dos leitos de terapia intensiva para pacientes Covid-19, na segunda-feira (28). Há dez dias, o percentual de ocupação nas redes municipal, estadual e federal chegou a 86%.

    De acordo com informações da Folha de S.Paulo, especialistas alertam para o risco de lotação das unidades de atendimento. A pesquisadora Margareth Portela, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que a administração da capital precisa estar cautelosa e atenta aos sinais, para que não haja superlotação no atendimento.

    “Qual o plano de contingência para um eventual aumento? Esse aumento pode se dar de forma muito rápida. É natural expandir e retrair oferta de leitos de UTI, mas estamos preparados para reativar essa máquina? Para contratar pessoas, botar os leitos para funcionar?”, questionou, em entrevista à publicação.

    O alerta é resultado também da flexibilização das medidas de distanciamento social, considerando que o vírus ainda está em circulação e as aglomerações podem levar a aumentos de novos casos. “A gente está vendo isso acontecer na Europa. Apesar de reconhecer que passou a fase de pico, estabilizamos ainda num patamar alto”, acrescentou.

    A prefeitura do Rio de Janeiro disse que pretende abrir mais 95 leitos de UTI com financiamento do Ministério da Saúde. O estado disse que negocia parceria com os municípios para a abertura de mais 140 leis de UTI. Além disso, há possibilidade de contratar leitos da inciativa privada.