Carlos Bolsonaro comprou imóvel com R$ 150 mil em dinheiro vivo aos 20 anos, diz jornal

    Apartamento fica na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e ainda está no nome do parlamentar

    Foto: Caio César/ CMRJ

    O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) comprou um apartamento com R$ 150 mil em dinheiro vivo quando ainda tinha 20 anos, em 2003. Conforme o jornal Estadão, a escritura do imóvel confirma que ele foi pago em “moeda corrente do País, contada e achada certa”. O apartamento fica na Rua Itacuruçá, na Barra da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, e ainda pertence ao parlamentar.

    Atualmente, o montante pago pelo edil corresponde a R$ 366 mil, corrigidos pelo Índice de Preços do Consumidor (IPCA). Em 2016, nas eleições, Carlos Bolsonaro declarou que o apartamento valia R$ 205 mil.

    O filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é investigado por supostamente receber salários de funcionários “fantasmas” na Câmara Municipal. Este ano, Carlos disputa o sexto mandato. Ele entrou na vida política em 2000, antes de completar 18 anos.

    Esta não seria a primeira vez que Carlos Bolsonaro utilizou dinheiro vivo para pagar valores altos. Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, as campanhas eleitorais dele, do pai, Jair, e dos irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro teriam sido também pagas com dinheiro vivo. Conforme a publicação, de 2008 a 2014, a família teria injetado R$ 100 mil em espécie nas campanhas. No total, eles já movimentaram mais de R$ 3 milhões.

    De acordo com a publicação, com a correção da inflação atual, os valores injetados nas campanhas chegam a R$ 163 mil. Os valores eram autodoações em dinheiro vivo e depósitos em espécie, de um membro da família para o outro.

    A Folha analisou os recursos recebidos desde 2000 pelas campanhas de Bolsonaro e seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo. Nesse período, foram identificados pagamentos em espécie em 5 campanhas ao longo dos anos. No total, 13 candidaturas foram analisadas. Em 4 delas não houve depósitos em dinheiro vivo. Em outras 4, não foi possível confirmar pelas prestações se houve ou não injeções em espécie.