Posse de Luiz Fux é marcada por discurso de Marco Aurélio a Bolsonaro

    "Todo comandante deve saber ouvir, sem deixar de ser a referência maior e marinheiro como outro qualquer", disse o ministro

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    O ministro Luiz Fux assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (10), com a presença de autoridades como o presidente da República, Jair Bolsonaro; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); o procurador-geral da República, Augusto Aras; e o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, além de ministros do STF. A ministra Rosa Weber é a nova vice-presidente da Suprema Corte.

    Fux sucede o ministro Dias Toffoli no comando da casa. De acordo com informações do G1, a cerimônia foi apreciada apenas por autoridades e familiares próximos ao novo presidente do STF. No entanto, cerca de 4 mil convidados acompanharam a posse pela internet. Todos usavam máscaras no plenário. O cantor Fagner cantou o hino nacional.

    A posse foi marcada pelo discurso do ministro Marco Aurélio Melo, em nome do STF. Falando diretamente para Bolsonaro, que se sentou ao lado de Fux na cerimônia, o ministro recomendou que o presidente eleito com mais de 57 milhões de votos busque corrigir as desigualdades sociais.

    “Vossa Excelência foi eleito com mais de 57 milhões de votos, mas é presidente de todos os brasileiros”, disse o ministro, que sugeriu ainda respeito à Constituição Federal.

    “Todo comandante deve saber ouvir, sem deixar de ser a referência maior e, ao mesmo tempo, marinheiro como outro qualquer […] A divergência é inerente ao universo jurídico, aos fatos, às relações sociais. O diálogo entre pares dignifica e legitima o processo decisório”, acrescentou.

    Já o procurador-geral Augusto Aras disse considerar que Fux conduzirá a Suprema Corte com “conhecimento e experiência”, da mesma forma que a ministra Rosa Weber já comprovou sua liderança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao ser a primeira mulher a presidir uma eleição geral no país.