Prefeito de Madre de Deus, Jailton Jajai sofre atentado a tiros, em São Francisco do Conde

    Suspeitos dispararam sete vezes contra o gestor, mas não o atingiram; por ser policial militar, ele reagiu e trocou tiros com criminosos

    Foto: Reprodução/Baiana FM

    O prefeito em exercício do município de Madre de Deus, na região metropolitana de Salvador, Jailton Jajai (PTB), foi vítima de um atentado a tiros na noite de sexta-feira (4). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP), o crime foi praticado por dois homens que estavam em uma motocicleta, quando o político deixava o condomínio onde mora em Caípe, no município de São Francisco do Conde. Os disparos não atingiram, nem o gestor, nem o seu motorista.

    Ainda segundo a SSP, os suspeitos dispararam sete vezes contra Jajai, que, por ser policial militar reagiu e trocou tiros com os criminosos.

    Jailton Santana é prefeito interino de Madre de Deus desde maio deste ano, quando o então gestor, Jeferson Andrade (PP), foi afastado da prefeitura por supostas irregularidades em obras.

    “Provas cabais”

    Andrade foi suspenso do cargo a partir de duas ações do MP-BA. A primeira, de junho de 2017, acusa o prefeito afastado e outros réus de desvio de verba do erário municipal. Ele era vereador à época dos supostos crimes, mas o MP pediu liminar à Justiça entendendo que, ‘diante das provas consideradas cabais’, Jeferson e os demais acusados deveriam ser afastados cautelarmente de quaisquer funções públicas. O pedido foi deferido pelo Tribunal de Justiça em 12 de julho de 2018, resultando na saída de Jeferson do cargo de prefeito de Madre de Deus.

    Denúncia acatada pela Justiça baiana apontam que Andrade e sua esposa Naiara Andrade, ex-secretária de saúde de Madre de Deus, também cometeram irregularidades na área de saúde ao firmarem contrato com o Instituto de Gestão, Saúde e Tecnologia (IGST) para gerir o Hospital Municipal de Madre de Deus, quando a mesma empresa já tinha sido contratada para o mesmo serviço com dispensa de licitação seis meses antes.

    O desvio para pagamento do rombo do contrato emergencial seria de mais de R$ 1 milhão, débito este que seria particular do IGST, contudo foi pago com repasse de verba pública do município em razão do novo contrato.