Aécio fala em ‘caças às bruxas’ em processo do PSDB para expulsão de Celso Sabino

    Sabino foi indicado por 13 partidos para ser líder da maioria na Câmara, mas o movimento não teve êxito; Aécio é padrinho político do parlamentar

    Foto: Claudio Andrade/Câmara dos Deputados

    A Executiva Nacional do PSDB decidiu nesta quinta-feira (20), dar prosseguimento ao pedido de expulsão do deputado Celso Sabino (PA) do partido, por 25 votos a 4 e 3 abstenções. O caso vai ser analisado pelo Conselho de Ética da legenda e o relator será o ex-senador José Aníbal (PSDB-SP).

    Sabino foi indicado por 13 partidos para ser líder da maioria na Câmara. O movimento, que não teve êxito por não obedecer a questões regimentais, foi uma estratégia do líder do PP, Arthur Lira (AL), pré-candidato a presidente da Câmara, para enfraquecer o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) e retirar da liderança o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), aliado de Maia e possível nome a ser apoiado por ele em sua sucessão.

    O PSDB se manifestou por meio de nota e disse que Sabino não pode assumir um cargo relacionado com o governo federal.

    “Todos os membros que votaram pelo encaminhamento ao Conselho de Ética alegaram que o PSDB não faz parte do governo Bolsonaro e que não é pertinente, portanto, que um de seus membros assuma a liderança do bloco de maioria governista”, declarou a legenda.

    O ex-presidente do PSDB e deputado Aécio Neves (MG) é padrinho político de Sabino e fez parte das movimentações para que ele assumisse o cargo. Por meio de nota, o mineiro negou que defenda uma posição governista do PSDB e disse que o partido promove uma “caça às bruxas”.

    Com informações do Congresso em Foco