E não é que Bolsonaro melhorou? É o auxílio emergencial. Ele gostou

    É visível o esforço dele para mudar a postura

    Pesquisa do Datafolha divulgada neste fim de semana mostra que Bolsonaro está no melhor momento desde que assumiu. O ótimo/bom subiu de 32 para 37%. E o ruim/péssimo caiu de 44% para 35%. Em ambos os casos, diferenças expressivas.

    É visível o esforço dele para mudar a postura. No começo da pandemia, debochou do corona; demitiu o ministro Luiz Mandetta; foi a manifestações contra o STF sem máscara. Agora aparece o TCU dizendo que, dos R$ 8,6 bilhões previstos para a guerra contra a Covid, o Ministério da Saúde gastou apenas 29%.

    Ou seja, o interior baiano está cheio de placas agradecendo a ele pelas UTIs de Covid, mas muito menos gente poderia ter morrido. Bolsonaro empurra a conta para os governadores e prefeitos. E a vida segue.

    Renda Brasil

    Como a avaliação presidencial é pior nas classes mais pobres, a D e a E, algo que as pesquisas explicam pelos cortes sistemáticos em programas sociais como o Bolsa Família, ele elabora o Renda Brasil, algo similar, descolado de Lula. A subida nas pesquisas, dizem alguns, é o efeito do auxílio emergência

    O sertanejo, historicamente, sempre foi um conservador, só vota a favor do governo. Explicavam singelamente que todos eram governo porque já era ruim assim, ficaria bem pior sem ele.

    Lula, com seus programas sociais, puxados pelo Bolsa Família, fez um carinho, ganhou a simpatia e os votos que impuseram a Bolsonaro no Nordeste sua maior derrota.

    O Renda Brasil vai colar?