Baiana lança ‘vaquinha’ para custear participação em evento internacional

    A ativista Mariana Nunes, de 17 anos, atua desde os 14 na formulação de políticas públicas com foco em saúde mental e direitos humanos

    Foto: Arquivo Pessoal

    Ativista pela saúde mental e direitos humanos desde pelo menos os 14 anos, a baiana Mariana Nunes, hoje com 17, tenta levantar recursos para participar da Academia de Liderança da América Latina. São sete dias de programas de liderança e inovação social com foco na capacitação jovens de 14 a 18 anos em temas como liderança comunitária, autoconhecimento, gestão e desenvolvimento social.

    A jovem de Conceição do Almeida, no Recôncavo Baiano, é a única representante do estado no evento, programado para acontecer em São Paulo, na segunda semana de dezembro.

    “Comecei o ativismo pela saúde mental aos 14 anos, e escrevo projetos de lei para o Legislativo Municipal sobre saúde mental, educação. Fundei o Parlamento Jovem Municipal, coordenei ao longo do ano passado, e acabei sendo selecionada para ser deputada federal jovem”, contou, em entrevista ao bahia.ba.

    Como deputada federal jovem, Mariana passou uma semana em Brasília atuando como parlamentar mesmo, na rotina que conhecemos dos deputados eleitos. Daqui da Bahia, a jovem foi selecionada em primeiro lugar, com um projeto focado na terapia para vítimas de tráfico de pessoas.

    De acordo com Mariana, os últimos três anos têm sido dedicados ao ativismo pela saúde mental e os direitos humanos. Há cerca de oito meses, lançou a Rede de Autoestima, que desenvolve trabalho sobre saúde mental em todo o país, virtual e presencialmente, incluindo meditação e ioga, rodas de conversa, pesquisa e assistência psicológica. A participação no Bootcamp da Academia de Liderança da América Latina vai ser essencial para adquirir conhecimentos e retribuir para a comunidade onde vive.

    A arrecadação está aberta no site Vakinha. A meta é conseguir R$ 5,5 mil para os custos restantes do programa e para despesas com passagens. Além da “vaquinha”, a ativista conseguiu custear parte das despesas com bolsa de estudos no valor de R$ 1 mil.