Pesquisa aponta que negócios liderados por negros sofreram mais impacto na pandemia

    Levantamento mostra que prejuízo maior ocorreu porque grande parte atende somente presencialmente

    Foto Darío G. Neto/Agência Sebrae de Notícias

    A crise provocada pelo novo coronavírus, que causa a Covid-19, tem afetado com maior intensidade os negócios brasileiros liderados por negros, que se encontram em situação precária.

    De acordo com uma pesquisa da FGV e do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), e 46% dos negócios liderados por negros tiveram que interromper temporariamente o funcionamento, contra 41% dos brancos.

    A explicação, segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, é que um maior percentual deles atendia apenas presencialmente e em locais com restrição de circulação.

    Das pequenas empresas que conseguiram funcionar, segundo o levantamento, feito entre 29 de maio e 2 de junho, com 7.403 entrevistados, ​40% comandadas por brancos usaram para isso ferramentas digitais, contra 32% das tocadas por negros.

    Os pequenos negócios mantidos por negros usaram menos as redes sociais: 45% conseguiram lançar mão delas, contra 48% de empreendedores brancos.

    Dos que vendem pela internet, a maior parte dos que usam WhatsApp é negra (88%). Entre os brancos, é mais comum sites próprios ou o Facebook.

    A pesquisa indicou ainda que o crédito foi outro problema. “A dificuldade de acesso atingiu com mais força os empreendedores negros que, além de mais endividados, tiveram mais recusa dos bancos”, disse o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

    Pleo menos 61% dos negros tiveram acesso ao crédito negados, contra 55% de empreendedores brancos. Isso apesar de o valor solicitado por eles ser 26% menor —em média, de R$ 28 mil. A pesquisa foi