Corregedoria abre sindicância para apurar conduta de auxiliar de Aras

    Após visita da subprocuradora Lindora Araújo a Curitiba, equipe da Lava Jato acusou manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos

    Foto: Divulgação/MPF

    A Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal (MPF) determinou a abertura de sindicância para apurar a conduta da subprocuradora Lindora Araújo. A coordenadora do grupo de trabalho da Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República, e uma das principais auxiliares do procurador-geral Augusto Aras, esteve em Curitiba entre os dias 23 e 25 para se reunir com integrantes da força-tarefa.

    Depois da visita, parte da equipe questionou a iniciativa de Lindora e a acusou, em ofício enviado à Corregedoria do MPF, de realizar manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos de investigações. De acordo com a Folha de S.Paulo, a subprocuradora não queria apresentar documentos ou justificativas para ter acesso às informações.

    A partir dessa reclamação, a corregedora-geral Elizeta Maria de Paiva Ramos decidiu apurar o caso, de forma sigilosa. A investigação deve esclarecer também a existência de equipamentos usados para gravar chamadas telefônicas recebidas por membros da força-tarefa da Lava Jato no MPF, incluindo servidores.

    De acordo com a Folha, a PGR afirmou que a viagem da subprocuradora a Curitiba consistiu de visita de trabalho. A procuradoria disse ainda que desde o início das investigações há um intercâmbio de informações entre o MPF e as forças-tarefas da operação nos estados.

    Na última sexta-feira (26), procuradores envolvidos na Lava Jato pediram demissão. Com os pedidos, passou para quatro o total de integrantes que pediram desligamento da operação nos últimos 30 dias.