Belém vive ‘novo normal’, apesar de contaminação alta por coronavírus

    Apenas 39% das pessoas cumpriram o isolamento social na véspera do feriado, índice muito abaixo do recomendado pela OMS

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Belém, no Pará, encerrou o lockdown (fechamento dos serviços não essenciais) no dia 25 de maio. Em 6 de junho, os shoppings centers foram liberados a funcionar durante 8 horas por dia, por um decreto municipal. A partir de então, os números da Covid-19 aumentaram significativamente no estado e, num ranking nacional, o Pará já aparece em quarto lugar em número de casos e de óbitos, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

    Os números da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), divulgados nesta quinta-feira (11), confirmaram um total de 64.126 casos da doença e 4.030 óbitos em todo o estado. Só na capital, Belém, eram 32.913 pessoas infectadas até o dia 10 de junho.

    Por isso, o estado tem pressa. Por via aérea, o Hospital Geral de Belém recebeu, por empréstimo, dois respiradores artificiais, que vieram do Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O Turbo Hélice da Força Aérea Brasileira levou também duas mil máscaras, cinco mil luvas, dois mil capotes e duas mil toucas para os médicos, enfermeiros e fisioterapeutas.

    O isolamento social no Pará também reduziu muito desde a reabertura econômica. Apenas 39% das pessoas cumpriram o isolamento social na véspera do feriado, índice muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.