Banco Central descarta quebra de bancos por causa de novo coronavírus

    BC também afirmou que estuda forma de direcionamento de crédito para setores específicos

    Foto: Arquivo/Agência Brasil

    O Banco Central descartou, nesta segunda-feira (23), a possibilidade de quebra de bancos no Brasil como consequência da pandemia de coronavírus. De acordo com o presidente do BC, Roberto Campos Neto,  a crise atual é diferente da ocorrida em 2008 e 2009, quando dezenas de instituições financeiras quebraram ou foram absorvidas por outras em todo o mundo.

    “Em 2008, a incerteza era se o banco ia quebrar ou não. Agora, não falamos disso”, explicou, em coletiva virtual.

    O presidente do BC explicou ainda que as instituições financeiras no Brasil têm “bastante folga” no Índice de Basileia, que mostra quanto de capital o banco deve ter em relação aos recursos empregados.

     

    Mesmo assim,  o BC lançou uma série de medidas para garantir o acesso a recursos por parte das instituições financeiras – em especial, as de menor porte. Uma das iniciativas é a possibilidade de captação de recursos, por parte dos bancos, de Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

     

    Além de elevar o volume de recursos disponível para os bancos emprestarem aos clientes, o BC também afirmou que estuda forma de direcionamento de crédito para setores específicos.