Alinhamento às pautas de Bolsonaro impediu filiação de Cezar Leite ao Novo

    Vereador do PSDB chegou a passar para "fase final" de processo seletivo

    Foto: Divulgação / Cezar Leite

    Considerado um dos nomes fortes para comandar o novo partido do presidente Jair Bolsonaro, o Aliança, na Bahia, o vereador Cezar Leite não entrou no Novo justamente pelo alinhamento às ideias e projetos do atual governo federal.

    O bahia.ba apurou que Cezar passou por todas as fases estabelecidas pelo Novo para filiação e chegou até à “fase final”, que consiste em uma entrevista direta com o presidente da legenda, João Amoêdo.

    Na conversa, o tucano informou que concorda com as políticas econômica e de segurança do governo de Jair Bolsonaro, encampadas, respectivamente, por Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública).

    Nos últimos dias, Cezar Leite passou a ser alvo de “fogo amigo” de políticos interessados em assumir o comando do Aliança no estado.

    Nesta quinta-feira (09), em suas redes sociais, o vereador explicou o motivo de não ter fechado sua filiação ao Novo. Segundo ele, o surgimento do projeto do Aliança colaborou para sua mudança de planos.

    “Em virtude do meu envolvimento com a criação do Aliança, o Novo decidiu não levar adiante o projeto. O que é legítimo, não houve qualquer atrito em relação a isso, entendemos pacificamente e desejo boa sorte aos candidatos do Partido Novo”, escreveu.

    “Agora, muitos estão preocupados comigo e em vários ataques simultâneos nas redes. Tudo porque fui do VPR, depois MBL, do PSDB, nem aconteceu o Novo, e estamos dedicados para apoiar o Aliança, toda dificuldade para quem quer fazer uma política idônea. Graças a Deus não tenho nome da lista da Odebrecht, ou pego com 51 milhões em apartamento. Bolsonaro tomou tanta pancada e no final, vencemos. A verdade sempre prevalecerá”, acrescentou.