Lincoln Senna fala sobre mudanças na carreira musical: ‘Amadurecimento’

    Para o cantor, além da transformação na banda, as mudanças lhe trouxeram mais confiança no palco e na vida pessoal

    Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal

    “Cê não queria identidade? Então receba o RG”. Lincoln Senna já não é mais o mesmo desde o início da banda Duas Medidas, em 2009, para os dias atuais.

    O cantor, que “deixou para trás” o nome solo da banda, e agora responde por Lincoln & Duas Medidas, garante que além dele, o público sente a evolução musical e profissional da banda.

    Em entrevista ao bahia.ba, o artista falou sobre a nova identidade da banda e as principais mudanças ao longo dos anos.

    “Acredito que isso é o amadurecimento né? Essa ideia de trocar o nome veio do nosso escritório e nós fomos nos adaptando as mudanças. Hoje eu posso dizer que me encontro mais maduro. Eu dividia esse sonho da música com outros grandes irmãos e cada um foi seguir a sua história, e isso me levou ao encontro comigo mesmo de entender cada vez mais o que eu quero”.

    Para Lincoln, além da transformação na banda, as mudanças lhe trouxeram mais confiança no palco e na vida pessoal e possibilitou que o artista mostrasse um pouco mais do seu eu para os fãs.

    “De alguns anos para cá a minha postura no palco e as minhas músicas elas ganharam um pouco mais de personalidade. É isso que eu falo que é o amadurecimento”.

    Outra mudança foi perceptível para os fãs, além é claro do nome: O estilo musical. O grupo, que surgiu com o estigma de “banda de mauricinho”, conseguiu atingir a massa soteropolitana e migrou do axé para todos os outros ritmos possíveis e imagináveis da música brasileira.

    “Nós sempre tivemos o pagode com a gente. Eu mesmo comecei a música por causa de um único cantor que é Xanddy, quando mais novo eu queria ser igual a Xanddy, queria ter uma banda igual ao Harmonia. Só que quando você encontra amigos para fazer um grupo musical, cada um tem sua ideia e é justamente com essa mudança para ‘Lincoln & Duas Medidas’ que a fomos levados a cada vez mais fazer essa mistura. Então ‘Paredão das Amigas’, ‘La Raba’, ‘Encostar’, já vem com esse sotaque do pagode. Já misturamos também com o eletrônico, mas sempre tive esse convite dos amigos do pagode, Magnata me chamou para gravar ‘Rabetão no Paredão’, lançamos música com O Poeta’, mas nós vamos estar sempre misturando ritmos, porque eu sou filho do século XXI”, afirma o cantor.

    O grupo é a última atração a se apresentar neste sábado (5) no Festival Villa Mix. A festa acontece a partir das 18h no Parque de Exposições e conta ainda com shows de Jorge & Mateus, Matheus & Kauan, Alok, Gusttavo Lima e Raça Negra.

    Os ingressos estão sendo vendidos pelo site TicMix e custam a partir de R$ 80.