Fenômenos psicanalíticos elevaram Janot a popstar, diz Augusto Aras

    Novo procurador-geral da República criticou comportamento do ex-chefe do MPF, que revelou ter entrado armado no STF com plano de matar Gilmar Mendes

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta segunda-feira (30) que “fenômenos psicanalíticos” podem explicar o comportamento do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que disse já ter entrado armado no STF (Supremo Tribunal Federal) com plano de matar o ministro Gilmar Mendes e depois cometer suicídio.

    “No que toca a situação do ex-procurador-geral [Rodrigo Janot], nós podemos compreender os fenômenos psicanalíticos que levam pessoas a serem elevadas popstar a terem condutas, vamos dizer, diferenciadas daqueles padrões exigidos para o serviço público”, declarou em entrevista à rádio Metrópole.

    Aras comparou Janot a uma personagem do dramaturgo italiano Luigi Pirandello, descrito como “alguém sempre disposto a buscar a apresentação pública com muitas peculiaridades um desejo de autoelevar a sua estima pessoal”.

    “Temos que ter cuidado. A Constituição Federal tem dispositivos que proíbem a promoção pessoal de agentes públicos, especialmente de agentes como magistrados e membros do Ministério Público, por causa dessa exaltação do ego, por causa dessa possível promoção de elevar o indivíduo a se sentir acima de outros homens”, disse Aras.

    “Nos não podemos ter bichos mais iguais a outros bichos. Bichos têm que ser todos iguais”, acrescentou ele, em menção ao livro “A Revolução dos Bichos”,  de George Orwell.