A Fiol, vetor da nova economia baiana, parou de vez. É retrocesso

    Consórcio que executa as obras alega que há três meses não recebe dinheiro, e chegou ao limite

    Foto: Elói Corrêa/GOVBA
    Foto: Elói Corrêa/GOV-BA

     

    O trecho da Fiol entre Caetité e Bom Jesus da Lapa, em torno de 160 km, o único cujas obras prosseguiram após o fim dos governos de Dilma e Temer, também está em vias de parar. Ontem, 700 funcionários do consórcio Trial-Pavotec ficaram em casa.

    O consórcio alega que há três meses não recebe dinheiro, e chegou ao limite. Uma reunião entre o sindicato dos trabalhadores, representantes da Valec e da empresa foi feita ontem, e decidiu-se dar um tempo, para ver se o governo retoma a obra.

    Incerteza

    A deputada Ivana Bastos (PSD), que é de Guanambi e acompanha as questões da Fiol de perto, soube da notícia logo pela manhã, e disse que teve o efeito de uma bomba.

    — É muito ruim. Temos a expectativa de quem com a licitação do trecho Ilhéus- Caetité e daí a Bom Jesus, por conta do governo, tudo iria fluir bem. Já não sabemos se assim será.

    No total, a Fiol terá 1,5 mil. É a grande esperança da construção de um novo vetor econômico para a Bahia. Infelizmente, as notícias são só de retrocessos.