Cerca de 270 alunos da rede municipal deverão participar do desfile pela Independência do Brasil, que ocorre no sábado (7). Eles integram as fanfarras Helena Magalhães (Fahema), Teodoro Sampaio (Fantesa) e Barbosa Romeu (Bams’c)
O desfile está previsto para iniciar as 9h, após a saída do cortejo militar. A concentração será no Colégio Estadual Odorico Tavares, no Corredor da Vitória. As bandas passarão por ruas e pontos históricos de Salvador, tocando músicas variadas, como “Lilás”, “Paz e Amor” e “Galeon”, com o uso de instrumentos como trombone, cornetas, cornetões, bombardinos, trompetes, bumbo, surdo, caixa e pratos.
A atividade ensaiada, pelo menos três vezes por semana, envolve teoria e prática musical, civismo, dança e expressão corporal. As fanfarras recebem o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed).
“Essa é uma maneira de homenagear essa data tão importante para o país. Os alunos se sentem lisonjeados e ficam aguardando o momento de entrar na avenida. É uma data muito aguardada para que eles possam mostrar o trabalho ensaiado durante o ano todo”, afirma Fernanda Siquera, responsável pelas ações de arte das escolas municipais.
Há sete anos regendo a fanfarra da Escola Municipal Barbosa Romeu, situada em São Cristóvão, Edmar Machado conta que os grupos são também um instrumento facilitador para a formação de caráter e personalidade dos alunos.
“Hoje muitos jovens são atraídos para as drogas e a aproximação com a música e com a arte os afasta dessa cilada. Aqui, todos nós fazemos parte de uma família. Eles ficam muito ansiosos e orgulhosos no dia do desfile e fazem questão de convidar os familiares para assistir”, conta.
Independência – O historiador Francisco Sena ressalta que, assim como o Dois de Julho, as celebrações pelo Sete de Setembro são importantíssimas, pois trata-se de uma data nacional que simboliza o grito do Ipiranga, apesar de a independência de fato ter transcorrido em um período histórico maior.
Sena explica que, mesmo com a proclamação, várias províncias ainda estavam submetidas ao governo português, como era o caso da Bahia. “Houve lutas, e a Bahia foi a província mais importante nessas lutas, por isso temos duas comemorações aqui no estado. Enquanto o Sete de Setembro é muito mais uma parada militar, um desfile de governo, o Dois de julho é mais popular, mas cada uma mantém a sua peculiaridade e importância”, diz.

