MEC fez questão de chutar regras na UFRB

    No frigir dos ovos, a comunidade acadêmica diz que dos males o menor

    Em 7 de fevereiro último, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) fez uma consulta, pelo voto direto, a comunidade universitária para a escolha do novo reitor: a professora Georgina Gonçalves teve 257.320, ou 79%, contra 68.180, ou 21%, do segundo colocado, o professor José Fernandes de Melo.

    Daí brotou o consenso no ciclo universitário: Georgina será a próxima reitora. Em 27 de fevereiro, o Conselho Universitário reuniu-se e em votação restrita e definiu a lista tríplice: Georgina (17 votos), Tatiana Velloso (5 votos) e Fábio Josué dos Santos (3 votos).

    Mal menor

    O mandato do reitor Sílvio Soglia expirou em julho. Georgina, que era a vice, assumiu esperando o MEC tomar a decisão sobre ela em definitivo. Quarta o mandato dela expirou, e ontem, para a surpresa da comunidade acadêmica da UFRB, o MEC anunciou o nome: Fábio Josué Santos, o terceiro da lista.

    Óbvio que a intenção foi afrontar a regra, ou chutar o pau da barraca, como se diz no populacho, até porque a votação no Conselho era, como manda a tradição, meramente para cumprir o ritual legal. Até então, respeitou-se a votação geral. E ademais, Fábio Josué é do PT, já foi vereador em Amargosa pelo partido, e é filiado, não tinha preferência especial.

    No frigir dos ovos, a comunidade acadêmica diz que dos males o menor. A outra alternativa seria a intervenção.