Hackers eram parceiros antigos de crime e queriam comprar armas, aponta PF

    Segundo o Coaf, Walter Delgatti Neto e Danilo Cristiano Marques realizaram diversas operações de câmbio suspeitas em aeroportos entre 1º e 5 de dezembro de 2016, totalizando R$ 90,7 mil

    Foto: Polícia Federal/ Divulgação

    Presos na terça-feira (23) na Operação Spoofing, os suspeitos de hackear celulares de autoridades são antigos parceiros na prática de vários crimes e tentaram comprar armas com moeda estrangeira, aponta relatório da Polícia Federal.

    Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Walter Delgatti Neto e Danilo Cristiano Marques realizaram diversas operações de câmbio suspeitas em aeroportos entre os dias 1º e 5 de dezembro de 2016, totalizando R$ 90,7 mil.

    De acordo com o documento da PF, na época eles comentaram que o objetivo das operações de compra de dólares e euros era adquirir armas. A venda legal de armamento no país é feita de forma registrada, em moeda nacional.

    Delgatti responde a seis processos nas Justiças de São Paulo e Santa Catarina por estelionato, furto qualificado, tráfico de drogas e uso de documento falso, além de crimes contra o patrimônio.

    Segundo inquérito de 2016, Delgatti relatou à Polícia Federal o recebimento de uma nota falsa de R$ 100 das mãos de Gustavo Henrique Elias Santos, outro dos detidos na terça.

    Os investigadores acreditam que o episódio foi um “pequeno desentendimento entre parceiros de crime”.

    Contra Santos, há registros na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo da prática de crimes como ameaça, falsificação de documentos, receptação, uso de documento falso e furto, além de uma prisão em flagrante, em 2015, por portar ilegalmente um revólver calibre 357 com cinco cartuchos intactos. Com informações da Folha.