Fui demitido do MAM de modo ‘sorrateiro’ e ‘covarde’, diz Zivé Giudice

    Ex-diretor foi mais uma vez demitido do cargo por João Carlos Oliveira, diretor do IPAC; em 2013 foi readmitido depois do apelo de artistas

    Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

    Pela segunda vez em menos de três anos, Zivé Giudice foi exonerado do cargo da direção do Museu de Arte da Bahia (MAM) por decisão de João Carlos Oliveira, diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). Em post no Facebook na manhã desta sexta-feira (1°), o gestor disse que foi demitido “de modo sorrateiro” e “covarde”: “Para regozijo dos medíocres”.

    Zivé havia sido exonerado em agosto de 2016, mas menos de um ano depois, voltou ao cargo após pressão da classe artística. Desde então, segundo coluna de Ronaldo Jacobina no Correio*, os dois não conseguiam manter uma boa relação e João Carlos parou de responder à imprensa sobre assuntos relacionados ao MAM.

    De acordo com o diretor-geral do IPAC, a mudança no comando “é natural” e garantiu que a reforma estrutural do MAM, que se arrasta desde 2013, não sofrerá impactos com a queda de Zivé.

    “A reforma do museu é uma obra do Governo da Bahia sob a gestão da Secretaria de Cultura do Estado e terá sua continuidade normal”, explica Oliveira, que disse que irá revelar o substituto de Giudice “no momento oportuno”.