Ex-assessor diz que depositava dois terços do salário a Queiroz

    Fabrício Queiroz trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL) e teria movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão

    Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo Pessoal

    Primeiro a depor no caso das movimentações suspeitas entre funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL), Agostinho Moraes da Silva admitiu ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que depositava, todos os meses, cerca de dois terços de seu salário na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do parlamentar. A informação é do Estado de S. Paulo.

    Queiroz foi assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ex-deputado, o filho de Jair Bolsonaro foi eleito senador.

    O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) levantou suspeitas de movimentações atípicas de Queiroz: R$ 1,2 milhão em uma conta de janeiro de 2016 a janeiro de 2017.

    Conforme o relato de Silva, todos os meses, assim que o salário da Assembleia era depositado em sua conta, ele fazia uma transferência eletrônica para a conta do ex-assessor, sempre no valor aproximado de R$ 4 mil.

    As transferências, segundo ele, correspondiam a investimentos feitos por Queiroz, a exemplo de compra e venda de veículos.  Silva disse ainda que Queiroz lhe devolvia quantias em espécie, como um retorno do negócio, no período de um mês.