OEA não reconhece legitimidade do novo mandato de Maduro na Venezuela

    Declaração aprovada defende "novas eleições presidenciais com todas as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e legítimo”

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil

    Por 19 votos favoráveis, seis contrários, oito abstenções e uma ausência, a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta quinta-feira (10) uma declaração na qual não reconhece a legitimidade do novo mandato de Nicolás Maduro na Venezuela, previsto para se encerrar em 2025.

    Entre os países que votaram a favor da declaração, estão Argentina, Estados Unidos, Colômbia, Chile, Equador, Canadá e Brasil, de acordo com o G1.

    Nicarágua, Bolívia, a própria Venezuela e alguns países caribenhos votaram contra, e entre os países que se abstiveram está o México.

    O texto defende a “realização de novas eleições presidenciais com todas as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e legítimo”.

    A Assembleia Geral da OEA é formada pelas delegações de todos os Estados membros ativos, que atualmente são 34. Cuba não participa.

    Maduro foi reeleito em maio do ano passado, com quase 70% dos votos, em pleito boicotado pela oposição, com alta abstenção e denúncias de fraude.

    A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) se rnegou a participar da eleição por considerar o processo uma “fraude” para perpetuar Maduro no poder.

    As duas maiores lideranças oposicionistas estavam impossibilitadas de concorrer: Leopoldo Lopez está preso e Henrique Capriles foi impedido de se candidatar a qualquer cargo por 15 anos.

    Aproximadamente 20,5 milhões de eleitores estavam registrados para votar, mas somente 46% do eleitorado compareceu, em um total de 8,6 milhões de votos.