Mutirão na Alba: comenda de Haddad passou, o título de Bolsonaro sumiu

    Mistérios da política

    Frase da vez

    ‘Esperteza, quando é muita, come o dono’

    Tancredo Neves, presidente da República eleito que morreu antes da posse (1910-1985)

    Fotos: Fernando Frazão-Agência Brasil/Ricardo Stuckert/esição bahia.ba
    Fotos: Fernando Frazão-Agência Brasil/Ricardo Stuckert/esição bahia.ba

     

    Numa espécie de mutirão para desovar projetos de deputados encalhados, a Assembleia aprovou, em bloco, ontem, de uma sentada que varou a noite, nada menos que 82 propostas. Concessões de títulos de cidadania, comendas e afins. Aí entra a dupla Bolsonaro x Haddad.

    A pauta na real tinha 83 projetos. Um deles, de Soldado Prisco (PSC), propunha a concessão do título de Cidadão Baiano a Jair Bolsonaro. Alguém rifou o tal projeto do pacote e quando foram procurá-lo aprovado, descobriu-se que o dito cujo tomou doril. Sumiu.

    O outro lado

    Já outro projeto, que concede a Comenda 2 de Julho a Fernando Haddad, o candidato do PT à presidência, da deputada Fátima Nunes (PT), passou fácil.

    Explicação de um veterano da casa: ‘Rui tem hoje 43 deputados contra 20 da oposição. A partir de fevereiro se empodera mais, com 46 a 17. Ou seja, o rolo compressor cresceu. Coisas da política.

    Gentil Paraíso

    Um dos projetos aprovados no pacote de anteontem é do deputado Hildécio Meirelles (PSC), que batiza o Aeroporto de Valença, inaugurado em 2000, por César Borges, de Aeroporto Gentil Paraíso.

    Diz Hildécio que Gentil Paraíso foi prefeito de Valença três vezes e o nome cai como uma luva:

    — O aeroporto é numa Apa, a Apa do Guaibim, um paraíso. É uma homenagem bem ajustada.