Rotondano: “As urnas são seguras. Voto impresso seria um retrocesso”

    O presidente do TRE baiano, desembargador José Edivaldo Rotandano, diz que o TSE fez um teste com hackers de todo o país: "Nenhum conseguiu entrar nas urnas"

    Frase da vez

    “Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”

    Guimarães Rosa, escritor brasileiro (1908-1967)

    Foto: Vaner Casaes / ALBA
    Foto: Vaner Casaes / ALBA

     

    Autor de uma emenda que institui o voto impresso, Jair Bolsonaro botou lenha no fogo da disputa presidencial ao suspeitar das urnas eletrônicas, dizendo que pode ter fraude. Ou melhor, insinuando que pode ser roubado nas urnas.

    Pelo projeto de Bolsonaro, o cidadão vai lá, aperta o número e sai o voto impresso, da mesma forma que o recibo dado a qualquer pagamento com cartão, que é colocado numa urna à parte.

    O ministro Dias Tóffoli, a ex-presidente do TSE, agora presidente do STF, foi o primeiro a reagir: ‘Ele (Bolsonaro) sempre foi eleito pela urna eletronica’. E de fato, não poucas vezes: Bolsonaro tem sete mandatos consecutivos de deputado federal, desde 1991.

    Teste com hackers

    O presidente do TRE baiano, o desembargador José Edivaldo Rotandano, na mesma pegada, diz que o TSE fez de 27 de novembro a 4 de dezembro um teste, devidamente licitado, com hackers de todo o país:

    — Nenhum conseguiu entrar nas urnas. Elas não têm conexões com a internet.

    Rotandono pontua também que a volta do papel no ato de votar vai na contramão da tecnologia:

    — É retrocesso.. A humanidade caminha para se livrar do papel.

    Diz também que o custo seria alto. As eleições de 2016 custaram póuco mais de R$ 20 milhões na Bahia e a deste ano R$ 30 milhões.

    — Com o voto impresso seriam o triplo.