Tucanos e petistas duelaram 22 anos, até surgir um Bolsonaro no caminho

    O PT foi omisso e os tucanos pagam o preço do casamento com Michel Temer, e com isso perdeu espaço

    Frase da vez

    “O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sabe”

    William Shakespeare, poeta, escritor e dramaturgo inglêsn (1564-1616)

    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal
    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal

     

    Nos dias em que chove presidenciáveis na Bahia, com Haddad no fim de semana, Amoedo, Boulos e Alckmin quinta e sexta, convém lembrar que o jogo de 2018 tem outra face,

    Petistas e tucanos polarizaram a disputa presidencial desde 1994, quando Fernando Henrique ganhou de Lula, a quem tornaria a derrotar em 1998. Daí Lula ganhou em 2002, 2006, com Dilma em 2010 e chega a 2018 ainda com gás. O outro lado, penando.

    No caminho dos dois, eis que surge Bolsonaro.

    Petistas só fazem autocríticas intramuros. Dizem que Lula, no poder, com a faca e o queijo na mão para mudar as regras do jogo, fez o inverso. Entrou de sola no esquemão.

    Tucanos também se queixam intramuros. Dizem que o grande erro foi ter apoiado o impeachment de Dilma. Agora, ela estaria sangrando.

    Pelo contrário, apoiou Temer e o tiro saiu pela culatra. Aécio Neves deixou um fardo para o partido, que agora paga caro, até ajudando a ‘lavar’ o PT e dar-lhe as condições competitivas que ostenta agora.

    Bolsonaro prometendo bala para bandidos no momento em que os escândalos de corrupção nas duas bandas viraram rotina. Desencanto na maioria temperado com a sensação de que a única coisa que cresce no Brasil a olho nu é a violência. O PT foi omisso e os tucanos pagam o preço do casamento com Michel Temer, e com isso perdeu espaço.

    Bolsonaro, Haddad, Ciro Gomes, Alckmin ou Marina, um deles será o presidente. Seja lá quem for, aperte o cinto. A previsão indica que teremos turbulências.