Risco de incêndio no Museu Nacional foi denunciado há 14 anos

    Então secretário de Minas e Energia do Rio de Janeiro em 2004, Wagner Victer afirmou que instalações do museu estavam em estado de precariedade

    Foto: Divulgação / Museu Nacional

    Há 14 anos, em 3 de novembro de 2004, o então secretário de Minas e Energia do Rio de Janeiro Wagner Victer denunciou, em entrevista à Agência Brasil, os riscdos de que a instituição poderia vir a ser destruída por um incêndio.

    Na ocasião, o secretário disse ter ficado impressionado com a situação das instalações elétricas do museu, em estado deplorável, em sua avaliação: “O museu vai pegar fogo: são fiações expostas, mal conservadas, alas com infiltrações, uma situação de total irresponsabilidade para com o patrimônio histórico”, denunciou então.

    Hoje, ao falar novamente com a reportagem da Agência Brasil, ele relembrou a denúncia: “A constatação se deu quando visitei o museu acompanhado do meu filho Francisco, então com 2 pra 3 anos. Era óbvio o risco. Estava claro na época que os princípios básicos de prevenção não estavam colocados ali. Não havia um sistema interno de sprinkler, as fiações estavam expostas, insetos preservados em material inflamável – e isso tudo em um lugar que concentrava muito do patrimônio histórico nacional”, disse Victer que, atualmente é secretário de Educação do Estado.

    Ele disse que se lembra bem das críticas que recebeu na época, depois da repercussão que teve a matéria. “Foi um depoimento contundente e que deu muita repercussão na época. Ganhou visibilidade exatamente por eu ser secretário. Mas eu dei um depoimento como cidadão e engenheiro e não como secretário, e fui criticado inclusive por pessoas do próprio Ministério da Cultura, mas era óbvio o risco”.