PF deflagra operação contra pichadores em Olinda

    Entre os locais pichados estão monumentos urbanos do sítio histórico da cidade

    Foto: Divulgação/ Prefeitura de Olinda

    Pedro Peduzzi

    A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (6), a Operação Grapixo. É para desarticular um grupo de pichadores que atuava de forma a deteriorar bens públicos e privados protegidos porque são monumentos urbanos. Entre os locais pichados estão monumentos urbanos do sítio histórico de Olinda, em Pernambuco.

    Desde o início da manhã, 28 policiais federais, distribuídos em seis equipes, estão cumprindo seis mandados de busca e apreensão em Olinda, visando obter provas que subsidiem as investigações iniciadas em fevereiro de 2018.

    Por meio de nota, a Polícia Federal informou os pichadores já danificaram residências, estabelecimentos comerciais, prédios públicos, muros, praças, pontes, monumentos e igrejas do Centro Histórico de Olinda – uma área de 1,2 km², com cerca de 1,5 mil imóveis de diferentes estilos arquitetônicos.

    Entre eles há edifícios coloniais do século XVI, fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX e obras neoclássicas e ecléticas do início do século XX.

    Valor artístico – Como há imóveis tombados devido ao grande valor artístico, arqueológico ou histórico, os crimes praticados – entre eles o de destruir, inutilizar ou deteriorar bem especial protegido por lei ou ato administrativo ou decisão judicial; e o de associação criminosa – podem resultar em penas que vão de 3 meses a 3 anos de reclusão.

    O Sítio Histórico de Olinda foi tombado como conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1968.

    Desde então, acumula normativas de proteção federal. Em 1980 conquistou o título de Monumento Nacional. Em 1982, de Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade e o de Cidade Ecológica.

    No ano de 2005 recebeu o título de Capital Brasileira da Cultura; e em 2008, obteve o Registro Memória do Mundo no Brasil, concedido pela Unesco.