Fonte Nova: TCE mandou governo refazer contrato após irregularidades

    Tribunal de Contas do Estado constatou, em abril de 2016, que houve irregularidades no acordo firmado na gestão do então governador Jaques Wagner (PT)

    Foto: Reprodução/ Fotos Públicas

    Por maioria, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) mandou, em abril de 2016, o governo do Estado refazer o contrato com o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), formado pelas empresas Odebrecht e OAS, após constatar que houve “superfaturamento” na obra.

    O contrato, que foi firmado entre o governo e a FNP em 2010 na gestão do então governador Jaques Wagner (PT), é alvo, nesta segunda-feira (26), da Polícia Federal, que deflagrou a operação “Cartão Vermelho” para apurar supostas irregularidades no acordo.

    Na época, o governador Rui Costa (PT) afirmou que iria recorrer da decisão do TCE, e ressaltou que o contrato era “válido e que no máximo” faria alguns ajustes. No TCE, votaram pela irregularidade do acordo os conselheiros Pedro Lino, Carolina Costa e Gildásio Penedo. Já Antonio Honorato e Marcos Presídio votaram pela legalidade do contrato.

    A Corte de Contas determinou ainda a aplicação de multa máxima aos então secretários da Fazenda e o do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Carlos Martins e Nilton Vasconcelos, respectivamente. Também sofrerá a mesma sanção Raimundo Nonato, Bobo, que na época era diretor geral da Superintendência dos Desportos da Bahia.