Não deve se repetir, diz Moro sobre presos com mãos e pés algemados

    Juiz afirmou que é pouco provável que ocorra episódio semelhante ao do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB)

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Em ofício encaminhado ao desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o juiz Sérgio Moro afirmou que a transferência de presos com algemas nos pés e nas mãos, como ocorreu com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB), não deve se repetir.

    O ex-chefe do Executivo fluminense protocolou um habeas corpus contra a transferência do presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, ao Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

    A medida foi adotada em função de suspeitas de que o ex-governador tivesse privilégios dentro da cadeia no Rio.

    No ofício enviado na última sexta-feira (26), Moro disse que aguarda um posicionamento do Ministério Público Federal e da defesa sobre o assunto antes de proferir a sua decisão.

    Entretanto, o juiz disse que foi expressamente recomendado aos policiais evitar o uso de algemas nos pés e mãos durante o deslocamento de presos da Lava Jato, a não ser em situações excepcionais.

    “Então, parece bastante improvável que episódio equivalente se repita, salvo talvez em circunstâncias muito excepcionais”, acrescentou o magistrado. Informações do Globo.