Juiz pede informações à PF sobre tornozeleiras eletrônicas para Funaro

    A Polícia Federal tem um prazo de cinco dias para dar uma resposta ao juiz da 10ª Vara Federal de Brasília

    Foto: Agência Brasil

    O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, quer saber se existem tornozeleiras eletrônicas disponíveis no Distrito Federal, em órgãos locais ou federais.

    De acordo com o site G1, o magistrado pediu à Polícia Federal (PF) as informações para conseguir os equipamentos para presos que cumprem regime domiciliar autorizado pela justiça federal de Brasília, entre eles o doleiro Lucio Funaro.

    Em dezembro do ano passado, o juiz autorizou a prisão domiciliar de Funaro, apontado como operador de propinas de políticos do PMDB e fechou acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República, usando câmeras em casa como monitoramento. Vallisney aceitou o pedido da defesa de Funaro de que fosse monitorado por câmeras na fazenda, que ele mesmo mandou instalar .

    Ainda segundo a publicação, o doleiro se comprometeu a mandar relatórios de sua rotina e as imagens podem ser acompanhadas 24 horas pela justiça.

    Nesta semana, em uma ida ao dentista, ele mandou imagens do seu trajeto, horário, do consultório e da volta. No entanto, ficou fora de casa sem nenhum tipo de monitoramento, já que não usa tornozeleira. Detentos do regime domiciliar devem utilizar tornozeleira eletrônica para serem monitorados, porém o Distrito Federal e São Paulo não têm o equipamento.

    A PF tem um prazo de cinco dias para dar uma resposta ao juiz.