Imbassahy, uma saída honrosa do Ministério

    Ele já estava fora, mas deu-se um jeito de fazer parecer que pediu para sair.

    Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

    Antonio Imbassahy sai do governo sem ter do que se queixar, pelo menos, da forma.

    No início de novembro, o nome de Carlos Marun, testa de ferro de Eduardo Cunha e agora de Temer, chegou a ser anunciado como substituto, mas Aécio Neves pediu, e conseguiu, para que o amigo não saísse humilhado como ia parecer. Um pedido de demissão na véspera da convenção do partido disfarça.

    Ou seja, ele já estava fora, mas deu-se um jeito de fazer parecer que pediu para sair.

    Luislinda balança

    Agora, só tem de baiano no Ministério de Temer uma baiana, a desembargadora Luislinda Valois, aquela que se sente escrava por não ganhar R$ 60 mil.

    Luislinda ocupa a Secretaria de Direitos Humanos. Não é lá algo tão cobiçado assim, ao menos pelos políticos, como era a Secretaria de Governo, que Imbassahy ocupava.

    Mas politicamente ela está mais frágil do que nunca.