Rashida Jones nega acusação de assédio, mas critica Pixar

    John Lasseter, diretor da produtora, pediu licença de seis meses após ser acusado de ter assediado a atriz e roteirista de "Toy Story 4"

    Foto: Divulgação

    Ao contrário do que foi reportado na tarde desta terça-feira (21) pelo Hollywood Reporter, a atriz e roteirista Rashida Jones negou que qualquer acusação de assédio sexual contra o diretor da Pixar John Lasseter tenha partido dela. No entanto, ela confirmou sua demissão do cargo de roteirista do filme “Toy Story 4” devido à “falta de liberdade para diversidades” dentro do estúdio.

    Em entrevista à revista Entertainmet Weekly nesta quarta-feira (22), Jones e seu colega roteirista Will McCormack disseram que “a velocidade com a qual a mídia quer apontar o próximo abusador, é possível fazer acusações irresponsáveis”. Eles negaram que tenham sido a fonte de denúncias contra o executivo e que Rashida tenha sido coagida a qualquer atividade sexual.

    A razão apontada pela dupla para a demissão da prestigiada produção de “Toy Story 4” teria sido “diferenças criativas e filosóficas”. “Há muito talento na Pixar, e nós somos fãs de seus filmes. Porém, há uma cultura na qual mulheres e pessoas não-brancas não tem uma voz criativa igual”, disse o duo.

    Dos 20 filmes produzidos pela Pixar, apenas um foi dirigido por uma mulher (“Valente”, de Brenda Chapman em parceria com Mark Andrews) e um por um homem não-branco (“O Bom Dinossauro”, de Peter Sohn, que é asiático). Além disso, as únicas roteiristas da Pixar são Brenda Chapman e Meg LeFauve.

    Não se sabe ainda se, apesar de Rashida Jones ter negado qualquer avanço indesejado feito por Lasseter, as acusações feitas pelo Hollywood Reporter são completamente infundadas. Até o momento, o diretor mantém seu afastamento temporário da Pixar.