Um terremoto no Império de Robério, o homem forte do sul

    Prefeito já tinha outros problemas com a justiça que vinha driblando. Agora, sofreu uma pancada com a tripla visita da PF por suspeitas de desvios em contratos de R$ 200 mi

    Frase da vez

    “A vitória de uma fação política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham”
    Marquês de Maricá, político e filosófo brasileiro (1773-1848).

    Foto: Reprodução/ Teixeira News
    Foto: Reprodução/ Teixeira News

     

    Robério Oliveira (PSD), o prefeito de Eunápolis, tem uma trajetória impressionante. Lá pelos anos 90 era empresário de com para eventos. Se candidatou a prefeito de Eunápolis em 2004, ganhou. E daí passou a ser o senhor do município: se reelegeu, fez o sucessor, agora voltou.

    Mais: ao despedir-se do mandato em 2012 logrou eleger a esposa, Cláudia Oliveira, prefeita de Porto Seguro. Para completar, elegeu também prefeito de Cabrália o cunhado, Agnelo Santos, irmão de Cláudia. Nos quatro anos, um bolo que dá quase R$ 4 bilhões.

    Robério já tinha outros problemas com a justiça que vinha driblando. Agora, sofreu uma pancada com a tripla visita da PF por suspeitas de desvios em contratos de R$ 200 milhões.

    Se antes o mundo político nada apostava sobre a permanência de Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo, agora já não se tem tanta certeza assim, apesar do PMDB ter entrado no bloco dos que podem a saída dele.

    Brigado com o PSDB, o seu partido, e com o amigo Aécio Neves detonado no escândalo da JBS, Imbassahy tinha u único tronfo: Michel Temer gosta dele. E o banca.

    Como a desincompatibilização para quem vai disputar as eleições de 2018 é em abril, o mais provável é que ele fique.

    Aliás, em agosto, durante as festa de São Lázaro, Imbassahy foi lá pedir a proteção do orixá Omolú/Obaluaiê, também reverenciado no mês. Funcionou, ao que parece.

    Dinheiro pouco

    Mário Alves de Araújo, agente de combate a endemias da Secretaria de Saúde de Salvador, se aposentou no fim do mês passado. Conforme partaria assinada pelo diretor de Previdência da Secretaria de Gestão, Daniel Ribeiro Silva, ele vai ganhar R$ 145,46.

    É proporcional ao tempo que contribuiu, justifica a portaria. Mas cá para nós: e pode alguém ganhar menos que o mínimo?