Centro de Convenções do Aeroclube, o último round do duelo de Rui e Neto

    Os dois, a rigor, sempre viveram um jogo de gato e rato, com Rui anunciando obras em encostas, e Neto também. Até se dizia que era a briga do bem, para ver quem faz mais

    Frase da vez

    “Quem não gosta de polémicas ou é mentiroso ou um monotomaníaco de primeira”
    Miguel Esteves Cardoso, escritor português (1955).

    Foto: Divulgação/ Secom PMS
    Foto: Divulgação/ Secom PMS

     

    Fabiana Menezes, moradora da Boca do Rio, nos pergunta por que o Centro de Convenções no antigo Aeroclube anunciado por ACM Neto gerou tanta polêmica.

    Simples. Porque tem o tempero de 2018 na briga entre Rui Costa e Neto.

    Os dois, a rigor, sempre viveram um jogo de gato e rato, com Rui anunciando obras em encostas, e Neto também. Até se dizia que era a briga do bem, para ver quem faz mais. As relações azedaram mais com o metrô, ou melhor, as discussões para a integração. Esquentaram mais quando Lula veio a Bahia e Neto, para fazer contraponto, atacou a falta de segurança no Estado, o que levou o Rui a retirar todos os policiais da Prefeitura e da Câmara de Salvador, e da Câmara.

    O velho Centro, na Boca do Rio, desabou em agosto do ano passado e uma expressiva banda do trade em Salvador , argumentando investimentos de R$ 4 bilhões em hotéis na área defendia a recuperação, mas Rui Costa fincou pé que deveria fazer um novo.

    Neto entrou na brecha. E segurou uma fatia empresarial que já torcia o nariz para o governo porque deixou o velho cair.

    Rui mantém o projeto do Parque de Exposições. No que vai dar é o que vamos ver.

    Salvador x Lauro

    Na gênese da disputa entre Salvador e Lauro de Freitas por terras também está a briga de Rui e Neto.

    A questão: no mapa em vigor bairros como Areia Branca, de Lauro, se expandiram para o território soteropolitano, ficando meio lá, meio cá, mas sempre cuidados por Lauro.

    Aliados de Neto dizem que a última estação do metrô é nitidamente Salvador, mas o pessoal do governo não abre mão de qualificar como Lauro por uma questão simbólica, o metrô tem que ser metropolitano, ou seja, conectar mais de um município.

    A chance de acordo é zero.