Procuradores contrariam Lava Jato e pedem absolvição de Okamotto

    Sob alegação de não haver "prova suficiente da materialidade", o presidente do Instituto Lula foi absolvido pelo juiz Sérgio Moro, na primeira instância

    Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

    A Procuradoria da República da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, contrariou a Operação Lava Jato e pediu, em parecer apresentado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, a manutenção da absolvição do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, suspeito de lavagem de dinheiro.

    Sob alegação de não haver “prova suficiente da materialidade”, Okamotto foi absolvido pelo juiz Sérgio Moro, na primeira instância, da acusação de que teria ajudado o líder petista a ocultar propinas da OAS na intermediação do contrato com a transportadora Granero para o armazenamento de bens custeados pela empreiteira.

    Na mesma sentença, o magistrado condenou o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de R$ 2,25 milhões por supostamente aceitar o triplex do Guarujá como forma de ocultar benefícios ilegais recebidos da Petrobras.

    No relatório parecer, os procuradores gaúchos dizem que “não se identifica com clareza o elemento dissimulação ou ocultação”, mas salientam: “Bem provável que esses pagamentos tenham decorrido do relacionamento espúrio desenvolvido ao longo dos anos entre a empresa OAS e o ex-presidente Lula, o que conduziria à figura típica da corrupção, mas o que se discute neste tópico é o crime de lavagem”. Informações do Estadão.