Portugal ‘toca Raul’, admite que nunca foi gestor e chama Rui de ‘louco’

    Ex-secretário estadual de Cultura confessou ter aceitado convite para assumir o cargo após saber que sede seria no Palácio Rio Branco para “ver a Baía de Todos-os-Santos”

    Foto: Alexandre Galvão/ bahia.ba

    Em seu discurso de despedida da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), o professor Jorge Portugal admitiu que não possuía perfil para assumir o cargo. Alvo de críticas, ele deixou o posto para a entrada de Arany Santana, também indicada pelo PT.

    “Eu não sou gestor e nunca fui, nem de uma caixa de fósforos. Outra coisa, eu não uso gravata”, confessou, durante a posse da sua substituta, nesta segunda-feira (1º), no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo (CAB), em Salvador.

    Ele disse ter hesitado em assumir o posto, após ser convidado pelo governador Rui Costa, mas decidiu enfrentar o desafio após saber que a sede da Secult permaneceria no Palácio Rio Branco, na Praça Municipal.

    Cantor e compositor, Portugal entoou a canção “Maluco Beleza”, de Raul Seixas, e confessou ter virado “aluno na secretaria”. “Fui aprendendo com Rui o que era gestão. Ele é um louco, sabe de tudo de todas as pastas”, disse, ao arrancar risos da plateia.

    Em entrevista coletiva após o evento, o ex-secretário admitiu que “estava cansado” na pasta. “Eu sou um homem de 61 anos de idade e o meu médico me disse: ‘você teve um AVC faz nove meses. Está muito pesado para você. Saia para uma coisa mais tranquila”, revelou, ao ser indagado pelo bahia.ba.

    Ele negou desentendimentos com o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), que seria o responsável pela indicação de Arany, mas reconheceu ter desentendimentos com o petista.

    “A gente pode rusgar às vezes. A gente manda o outro tomar naquele lugar, mas Rosemberg é um camarada. Não tem inimizade. Coisa de amigo”, minimizou.