Jucá vai olhar Lúcio olho no olho para ver o que fará com o PMDB

    Na Bahia a coisa empacou. No DF o que conta é deputado federal e aqui só tem um, justamente o presidente estadual licenciado, amigo e colega na meladeira da Lava Jato

    Foto: Lula Marques / Facebook

    O senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do PMDB, não teve dó nem piedade ao sentar a caneta no diretório do partido em Pernambuco.

    Alvo: minar o deputado Jarbas Vasconcelos, da ala dos autênticos do partido, e abrir espaço para o senador Fernando Bezerra, que estava no PSB, para disputar o governo em 2018.

    No Paraná foi mais violento. De uma só canetada decretou intervenção em 72 diretórios municipais, inclusive o de Curitiba, presidido pelo senador Roberto Requião, arauto anti-Temer no Congresso, sob o argumento de baixo desempenho eleitoral.

    Em Pernambuco e Paraná foi fácil. Ele estava lidando com inimigos internos. Mas na Bahia a coisa empacou. Em Brasília o que conta é deputado federal e aqui só tem um, justamente Lúcio Vieira Lima, presidente estadual licenciado, amigo, aliado e colega na meladeira da Lava Jato, que entrou em desgraça com a apreensão, pela PF, das malas com R$ 51 milhões.

    O que fazer? Ora, em Brasília o peso de deputado estadual e nada são tais e quais seis por meia dúzia. Dizem que Jucá vai chamar Lúcio para uma conversa olho no olho. E aí, Imbassahy, que lá atrás foi vetado pelo próprio Lúcio, tem chance.

    Vinho e esgoto

    Alguns peemedebistas, inclusive baianos, estão chiando. Dizem que o PMDB está chutando sua longa história de serviços prestados ao país pela defesa da bandeira (ou bandalheira) da corrupção.

    Ou seja, está trocando Ulysses Guimarães, ícone do partido, por Michel Temer, algo assombroso, como diz um deles:

    – Santo Deus! É como trocar vinho nobre por água de esgoto!

    A encruzilhada de Lúcio

    O deputado Lúcio Vieira Lima vive o pior momento de sua vida. Pode tentar uma reeleição, que sabe ser difícil, ou desistir, perdendo a imunidade para cair nas mãos de Sérgio Moro. Para onde for…