Cabral é denunciado pela 12ª vez, agora por propinas na quentinha

    Além da condenação o MPF pede que o ex-governador do RJ repare R$ 33,4 milhões por danos coletivos e R$ 16,7 milhões pelos prejuízos aos cofres públicos

    O Ministério Público Federal (MPF), no Rio, denunciou o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), acusados por corrupção passiva na área de alimentação e serviços especializados. Esta foi a 12ª acusação de Cabral na Lava Jato: 11 pela força-tarefa do Rio e uma pela Procuradoria no Paraná.

    Também foram denunciados no mesmo inquérito o empresário Marco de Luca, Carlos Miranda e Carlos Bezerra, apontados como operadores financeiros de Cabral.

    Nesta acusação, além da condenação pelos crimes tipificados, o MPF  pede a reparação dos danos materiais causados, no valor mínimo de R$ 16,7 milhões, e a reparação por danos morais coletivos no valor de R$ 33,4 milhões.

    De acordo com nova denúncia, Marco de Luca pagou, entre os anos de 2007 e 2016, R$ 16,7 milhões em propina a Cabral para obter benefícios em contratos com o governo do Rio de Janeiro. Foram contabilizados 82 pagamentos mensais a Miranda e Bezerra, no valor aproximado de R$ 200 mil. Para o Ministério Público, a continuidade dos pagamento até a prisão de Cabral, mesmo após ele ter deixado o cargo, ‘demonstra a influência política que o ex-governador ainda exercia sobre a administração’.