Sem consenso sobre reformas, PSD nacional pode se rebelar contra Temer

    Presidente do partido, Gilberto Kassab disse que a sigla não fechará posição sobre as mudanças nas legislações trabalhista e da Previdência

    Foto: Mateus Pereira/GOVBA

    Sem consenso sobre as reformas trabalhista e da Previdência, o PSD está dividido e pode se rebelar contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB), segundo informações do jornal O Estado de São Paulo.

    De acordo com a publicação, o presidente da agremiação, o ministro Gilberto Kassab, tem feito “vista grossa” para parlamentares do partido a fim de evitar um movimento contra o Palácio do Planalto.

    O PSD tem hoje a sexta maior bancada da base na Câmara e no Senado. São 37 deputados e cinco senadores. Em ambas as Casas há divisão. Pelo menos dois senadores são contrários à reforma trabalhista – um deles, Otto Alencar (BA), votou contra o relatório na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

    Cobrado por interlocutores de Temer, Kassab garantiu que o PSD não vai decepcionar na votação das reformas. Se a rebeldia do PSD acende uma luz amarela no Planalto no momento em que outros aliados, como o PSDB, ameaçam deixar a base aliada, a postura de Kassab tem sido elogiada pelos integrantes das bancadas.

    Ao Estadão, Kassab informou que a sua sigla não fechará posição sobre as reformas. Também negou que haja “racha” em bancadas.