Justiça nega habeas corpus a homem que hackeou Marcela Temer

    Ele tentou extorquir a primeira-dama ao ameaçá-la de divulgar uma conversa obtida no celular que, nas palavras dele, jogaria o nome de Temer “na lama”

    Foto: Ricardo Pozzebom/ABR
    Marcela e Michel Temer (Foto: Divulgação)
    Marcela e Michel Temer (Foto: Divulgação)

     

    A Justiça de São Paulo negou pedido de habeas corpus da defesa de Silvonei José de Jesus Souza, hacker que clonou o celular de Marcela Temer e chantageou a primeira-dama. Na decisão contra o invasor, os juízes destacaram “a gravidade dos delitos, que constituem inegável fonte de clamor público”.

    Souza foi preso e julgado rapidamente, em apenas seis meses, em uma ação que contou com a ajuda direta do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Morais, que na época respondia pela Secretaria de Segurança de São Paulo.

    O hacker cumpre a pena de cinco anos, dez meses e 25 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de estelionato e extorsão no presídio de Tremembé, interior paulista. Ele tentou extorquir a primeira-dama ao ameaçá-la de divulgar uma conversa obtida no celular que, nas palavras dele, jogaria o nome do presidente Michel Temer (PMDB) “na lama”.

    O conteúdo do diálogo é sigiloso e não consta do inquérito policial que serviu para prender e condenar o acusado.